Pensamento Psicanalítico Latino-americano (PPL) começou em 2009 querendo ser uma publicação impressa que reunisse o pensamento e a obra de 120 notáveis psicanalistas latino-americanos, tanto pioneiros como contemporâneos, cuja produção nos resultasse singular e fundamental no polifónico panorama da psicanálise internacional. Enquanto a compilação ia nutrindo-se de conscienciosos capítulos escritos especialmente para nosso projeto por exímios colegas, fomos reconsiderando nossos objetivos, preferindo o médio digital por cima da publicação impressa. Fomos decantando para um projeto aberto: a democratização e livre acesso ao nosso conteúdo, a possibilidade de atualizar as entradas sobre alguns pensadores que, ainda em vida, produzissem novas ideias e aportes à psicanálise, e a inclusão de novos autores, que sugeridos, ou descobertos, ou também que surjam no tempo presente, pudessem somar-se a PPL, fazendo parte de nossa proposta discursiva e sometendo ditas entradas a um permanente escrutínio e reflexão através de diferentes dispositivos criados para esse fim.

Por sua vez, Pensamento Psicanalítico Latino-americano apresentou sua primeira atividade no XXIX Congresso Latino-americano de Fepal celebrado em São Paulo em 2012, no marco da inauguração do Pre-congresso de Ocal, contando com a participação de Stefano Bolognini, Marcelo Viñar, Claudio Eizirik, Rita Mello e Jean Marc Tauszik. No mesmo congresso, PPL foi apresentado por primeira vez na Assembleia de Delegados, presidida por Leopold Nosek, para ser considerado como um projeto avaliado por Fepal. No XXX Congresso Latino-americano de Fepal celebrado em Buenos Aires, sob a presidência de Abel Fainstein, PPL participou num painel junto com outros projetos de envergadura, cujo propósito é a difusão dos aportes latino-americanos à psicanálise, entre eles a International psychoanalytic enciclopedia patrocinada por IPA e o Dicionário de psicanálise argentino publicado por APA. Também na Assembleia de Presidentes de Fepal reunida em Boston (2015) e Bogotá (2016), presididas por Fernando Orduz, PPL foi ratificado, com miras a ser um projeto estandarte de Fepal no XXXI Congresso Latino-americano de Psicanálise de Cartagena em 2016.

Já reconfigurado por efeito dos intercâmbios, sugestões e discussões, PPL concebeu-se como um espaço permanente de trabalho, fazendo da compilação electrónica de autores, presente em PPL Web (www.ppl.fepal.org), um aspecto capital, que junto a outro, aportou sua renovada razão de ser: PPL Lab. Tratasse de dispositivos e experiências que buscam a problematização de certas preguntas ou discursos, fomentando um intercambio inédito e novo entre colegas sobre aspectos que concernem de maneira importante a nossa disciplina. Em março de 2016 fizemos circular entre 30 comprometidos colegas um dispositivo anónimo de intercâmbio com a intenção de respondermos una pregunta: ¿Existe uma psicanálise latino-americana? Durante meses mantiveram-se múltiplos encontros e diálogos que, posteriormente, foram qualitativamente interpretados num texto e num documento apresentados em Cartagena o 15 de setembro de 2016, num painel junto a Stefano Bolognini, Virginia Ungar, Robreto Scherpella, Osvaldo Canosa e Jean Marc Tauszik.

O dia 14 de setembro na Assembleia de Delegados de Fepal, PPL foi oficialmente reconhecido como projeto promovido por esta instituição, regido pelo espírito de intercambio e desenvolvimento científico, ético e institucional que os anima. Também, o 16 de setembro PPL Web foi por primeira vez apresentado ao público, mostrando as primeiras 16 entradas sobre igual número de pensadores: Janine Puget, Celes Cárcamo, Durval Marcondes, Mariam Alizade, Claudio Eizirik, Juan Pablo Jiménez, Jaime Szpilka, Leopold Nosek, Fanny Szkolnik, Antonio García, Héctor Garbarino, Antonio Muñiz de Rezende, Fidias Cesio, Roosevelt Casorla, Luis Kancyper e Jaime Lutenberg.

PPL
Denise Goldfajn (coordinadora centro)
Osvaldo Canosa (coordinador sur)
Jean Marc Tauszik (coordinador-en-jefe, norte)