Texto por
>> Cátia Olivier Mello y Jair Knijnik

A PESSOA

Cláudio Laks Eizirik nasceu em Porto Alegre (no estado do Rio Grande do Sul, Brasil) em 1945. É o filho mais velho de Paulina Laks Eizirik (dentista e pintora) e de Moysés Eizirik (médico e escritor), ambos ligados às tradições e à cultura judaicas. Seus dois irmãos Nelson e Décio são, respectivamente, advogado e professor no Rio de Janeiro,  e médico e pesquisador em diabete, em Bruxelas. É casado com Marisa Faermann Eizirik, psicóloga e professora universitária, pai de dois filhos, Eduardo, geneticista e professor universitário e Mariana, psiquiatra e psicanalista, e tem quatro netas. Graduou-se em Medicina em 1969 na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), concluindo sua especialização em psiquiatria em 1972 no Centro Psiquiátrico Melanie Klein (tendo como professores David Zimmermann , Paulo Guedes, Roberto Pinto Ribeiro e Isaac Pechansky) e concluiu seu PhD em Medicina na UFRGS em 1997. Após sucessivos concursos para sua progressão na carreira de professor  do Departamento de Psiquiatria e Medicina Legal da UFRGS,tornou-se Professor Titular em 2015. Ocupou o cargo de Diretor da Faculdade de Medicina e, posteriormente, foi o primeiro coordenador do renomado Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria da UFRGS. Atualmente  supervisiona residentes em Psiquiatria e é orientador de teses de mestrado e doutorado sobre temas psicanalíticos , no que se refere às suas atividades junto à Universidade.  Desde que entrou, manteve sua atividade de forma continua e regular nos três niveis de ensino (graduação, especialização e pós-graduação) sem nunca deixar de se admirar com a sede de conhecimento que observa nos estudantes sobre a Psicanálise, seus conceitos básicos e sua aplicação clinica; a par de sua atividade clinica e de supervisão, é no ensino que encontra um dos maiores prazeres de sua vida.. Já foi inúmeras vezes homenageado e paraninfo de turmas de residentes, o que atesta o carinho e consideração dos seus alunos. É um incentivador das publicações, tendo sido o primeiro editor da Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Su( atualmente Trends in Psychiatry and Psychotherapy)l, e também autor e organizador de dois livros-texto: Psicoterapia de orientação analítica: bases teórica e clínicas (Artmed, Porto Alegre, 2005 e 2015) e O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica (Artmed, Porto Alegre, 2001 e 2013). Esses livros são atualmente os mais utilizados em nosso país, nas suas respectivas áreas, tanto por estudantes de graduação como de especialização..

Iniciou sua análise didática com o Dr. Mário Alvarez  Martins,  pioneiro e fundador da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA), concluindo-a posteriormente com Sérgio Paulo Annes. Completou sua formação psicanalítica em 1987 nesta sociedade, onde é membro efetivo e analista didata. Ocupou as funções de Presidente da Sociedade e Diretor do Instituto. Foi Presidente da Federação Psicanalítica da America Latina (FEPAL) e o único brasileiro a ser presidente da Associação Psicanalítica Internacional (IPA), de 2005 a 2009.. Tem tido, ao longo dos anos, um papel importante na valorização das produções psicanalíticas latino-americanas no cenário mundial, no sentido de que possamos deixar de ser repetidores do conhecimento produzido no “além-mar” e passemos a ser melhor ouvidos pela comunidade psicanalítica mundial. Como presidente da IPA promoveu um intercâmbio entre as várias regiões por intermédio do programa CAPSA, Comitê da Prática analítica e de Atividades Científicas, que financiou a presença de analistas latino-americanos nas duas outras regiões geográficas da IPA. Também em sua gestão, após inúmeras discussões, foram aprovados oficialmente os três modelos de formação analítica, tornando-a mais flexível e abrangente, dentro da realidade internacional.. Também relevantes, neste período, foram a criação do ILAP, Instituto Latino Americano de Psicanálise, em conjunto com a FEPAL, para desenvolver grupos de formação em países onde a psicanálise não estava estruturada na América Latina,  foi iniciada a formação analítica na China, foram comemorados os 150 anos do nascimento de Freud numa sessão da ONU, estabelecidos comitês para estudar o preconceito, os efeitos psíquicos da exclusão social, os processos de envelhecimento de pacientes e analistas e de informação pública.. No dia 13 de janeiro de 2012 recebeu o prêmio Mary Sigourney, conferido pela Mary Sigourney Trust, pelo reconhecimento do conjunto de contribuições significativas de sua obra para o campo da Psicanálise.

Sua formação foi predominantemente kleiniana,  com uma forte base no estudo de Freud e, ao longo dos anos, foi incorporando outros autores. Costuma dizer que não compartilha daquela idéia de que “ninguém disse nada de novo a partir de 1939, de que tudo já estava em Freud!” Por outro lado, reconhece a genialidade de Freud, encontrando em sua obra a presença de muitas ideias e conceitos que foram melhor desenvolvidos no futuro. Integra bem a tradição com o novo.  Poderíamos defini-lo como “claudiano”, uma brincadeira nossa para mostrar que ele acha importante a liberdade de pensamento e a necessidade de que sejamos nós mesmos, que façamos uma síntese pessoal e única das teorias. Autores como Freud, Klein, Bion, Erikson, Racker, Rosenfeld, Betty Joseph, Willy e Madeleine Baranger  e, mais recentemente, Green, Ferro, Faimberg , Kernberg e Ogden também exercem forte influência na sua síntese pessoal. O conceito de identificação projetiva é bastante utilizado por ele na sua compreensão do material clínico e em seus estudos sobre contratransferência e do campo analítico por exemplo.

“Sempre gostei de ler e de ouvir histórias, desde criança”: assim responde porque é psicanalista. Desde adulto jovem foi politizado, envolvido nos movimentos estudantis e com muito gosto pela literatura e pelo cinema. Achou que a Psicanálise permitiria reunir o gosto pela medicina e pela cultura, pelas artes. Quem o conhece ou lê seus trabalhos identifica de imediato sua inspiração na poesia, particularmente em Carlos Drummond de Andrade. Sua gratidão ao poeta vai ao ponto de uma troca de cartas, nas quais Cláudio agradece pela poesia e Drummond agradece por dar-lhe esperança de que a poesia enfim possa servir às pessoas. As inúmeras homenagens dos seus alunos atestam a sua postura compreensiva e amiga, não-submetido ao establishment.  Muitas vezes é naturalmente convocado para ajudar nas crises institucionais pela sua personalidade, pelo seu caráter. Embora tenha galgado as maiores posições nas instituições psicanalíticas, Cláudio nunca deixou de conversar com os seus alunos, muitos com 17 anos de idade, iniciando o curso médico, e de escutar suas histórias com interesse. Não foram poucas as situações em que defendeu o respeito pelo ponto de vista dos alunos , residentes e candidatos,  lembrando que os professores de agora já foram jovens antes, por ocasião de greves e conflitos.

Tem o dom de ensinar. Para exemplificar, ao ser perguntado por jovens alunos de medicina sobre o que significa o complexo de Édipo, respondeu dentro da linguagem e da realidade deles: “Vocês já tiveram uma desilusão amorosa? Já se sentiram profundamente humilhados, preteridos por uma moça ou rapaz, e ficaram tomados de ódio, com vontade que o outro morresse? Pois, então, o complexo de Édipo é esse conjunto de sentimentos que experimentamos pela primeira vez com os nossos pais, e lutamos com isso ao longo da vida!” Outra lembrança que exemplifica sua maestria é quando dizia aos residentes em Psiquiatria que demoramos muitos anos para deixar de “interpretar” os pacientes e passar a “conversar” com eles, demonstrando de um modo simples a importância da espontaneidade e a necessidade de que possamos aprender com a experiência.

Surpreende que ele também focalize o outro lado do ciclo vital; é estudioso da velhice e das possibilidades da aplicação do método analítico com velhos, ajudando-os a elaborar os conflitos de quem foi e continua sendo. Esse interesse remonta o início de sua vida profissional, no nível da assistência médica e culminou com sua tese de doutorado intitulada Rede social, estado mental e contratransferência: estudo de uma população de velhos da região urbana de Porto Alegre, defendida em 1998. Tem vários capítulos em livros sobre a psicoterapia na velhice e estruturou e coordenou durante longo tempo o “Programa de psicoterapia de orientação analítica em grupo para velhos”, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA).

É um homem otimista e que acredita na possibilidade de encontrarmos experiências de satisfação e felicidade na vida.  Transmite essa atitude com entusiasmo aos seus alunos e colegas. Cláudio é um homem espirituoso e verdadeiro. Nas reuniões científicas, é sincero ao apontar os problemas, mas sua crítica é feita de modo gentil e respeitoso, não deixando também de apontar o que vai bem.

É um cidadão do mundo, domina vários idiomas, entre eles inglês, francês, espanhol, italiano e ídiche. Suas inúmeras participações em supervisões, simpósios, reuniões científicas e administrativas em vários países dos vários continentes acrescentaram uma característica marcante em seus textos, qual seja a valorização do contexto, da cultura local, da diversidade teórica e clínica. Tudo isso sem cair no ecletismo.

Seu jeito amável, sua ética e sua criatividade associadas às suas múltiplas funções de professor universitário, analista, político e administrador das instituições psicanalíticas o faz um homem contemporâneo de fundamental importância para a transmissão da Psicanálise como um pensamento clínico vivo.

Cláudio nos ajuda a pensar a psicanálise como uma obra em construção, permitindo-nos uma visão de esperança no futuro.

SEU TRABALHO

Como se forma um analista? Quem ele é como pessoa? Em que momento do seu ciclo vital está? Qual é o seu tempo? Qual é a Psicanálise possível considerando-se este indivíduo e o paradigma da ciência atual? Em que medida a Psicanálise precisa evoluir técnica e teoricamente para que continue sendo um método terapêutico, uma teoria psicológica e um método de investigação científica tal como Freud preconizou em 1900 em A interpretação dos sonhos?

Entremeando elementos de teoria e de técnica psicanalítica, assim como reflexões sobre cultura, política e sobre a dimensão humana do analista, estes interrogantes perpassam a obra do dr. Claudio Laks Eizirik de tal forma que há sempre algo em seus textos que toca o leitor, seja ele mais ou menos experiente em Psicanálise.

Podemos perceber alguns grandes temas recorrentes em sua obra: (a) os elementos contexto-culturais do analista são essenciais, (b) o ciclo da vida humana, (c) o espaço para a surpresa e o respeito pela alteridade do paciente, (d) a aplicabilidade da teoria freudiana hoje, (e) uma visão psicanalítica dos fenômenos de grupo, resultado de sua experiência política, (f) aproximações possíveis entre Psicanálise, ensino e pesquisa. Esta classificação é arbitrária e reflete a opinião dos autores, uma vez que a obra do dr. Claudio é, conforme sua própria avaliação, “uma resposta natural aos desafios e situações que foram surgindo ao longo da vida ou foram buscadas consciente ou inconscientemente por mim”.

A seguir, veremos como estes temas aparecem em sua produção escrita, bem como a quais outros conceitos ou autores estão relacionados. Devido ao grande número de publicações, apenas alguns textos serão citados para ilustrar um ou outro tema.

 

a. os elementos contexto-culturais do analista são essenciais

Iniciamos com o tema de que os elementos contexto-culturais no analista são essenciais, o que faz com que o analista seja indissociável de sua cultura. O conceito de cultura utilizado pelo autor é o descrito por Mario Bunge (físico e epistemolologista): é um subsistema da sociedade diferente de outros subsistemas (tais como economia e política) com os quais mantém uma relação. Sendo ela mesma um subsistema, a cultura engloba outros subsistemas (como arte, tecnologia, ciência e humanidades) e é compreendida por Eizirik como “a cultura de uma sociedade” no texto Psychoanalysis and culture: same contemporary challenges, no qual revisa a literatura sobre o tema, avalia os desafios hoje encontrados pela Psicanálise inserida na cultura e propõe algumas alternativas a serem pensadas para enfrentar tais desafios.

Além desta forma mais abrangente, em outros textos trabalha elementos culturais específicos do sujeito como idade, gênero, formação psicanalítica, teoria pessoal implícita e preconceitos. Em dois de seus textos, Do deserto de Itabira à palavra essencial: uma visão psicanalítica da obra de Drummon e The Father, the Father Function, the Father Principle: Some Contemporary Psychoanalytic Developments chega inclusive a inserir-se na gama de exemplos, relatando que algumas de suas interpretações em sessões analíticas surgiram inicialmente não de leituras psicanalíticas, mas dos poemas do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade. A identificação do que está sendo vivido na análise pela dupla com alguma parte de um poema, e sua transformação em fala adaptada ao momento do tratamento analítico atesta a maneira do analista de se conectar com o paciente, levando-se em conta a sua formação como pessoa inserida na cultura de seu país. Vê-se também, aqui, o conceito de campo analítico (Willy e Madeleine Baranger, 1961, La situación analítica como campo dinámico) como pano de fundo do que entende como sendo uma sessão analítica.

Nesta mesma linha de raciocínio, Cláudio mostra de forma criativa no texto A presença da cidade no analista que o que nos constitui como pessoas-analistas inclui o que podemos perceber em termos de diferença entre as cidades que visitamos e a nossa cidade. O recurso metafórico que alude ao self quando se fala de “cidade” é logo percebido pelo leitor, que então se imagina viajando pelos recantos do seu “self-cidade” à medida em que o texto avança. Outros pontos a considerar para que o analista se sinta como tal estão contemplados nos trabalhos Presença e pessoa do analista e também em Becoming (and remaining) an analyst in Latin America ou em A Psicanálise pode ser em português?,  textos que consideram o momento da formação do analista e suas necessidades de afirmação, lealdade ao instituto formador e afiliação teórica. Já em Reflections on training procedures, empresta o seu conhecimento psicanalítico para refletir sobre a grande dificuldade de alguns analistas em formação para finalizar a sua formação psicanalítica (com apresentação de um trabalho escrito, ou de outra regra pré-estabelecida e contratada entre o instituto de Psicanálise e o candidato quando iniciou a formação). Seríamos diferentes dos profissionais das outras áreas do conhecimento, não necessitando dos ritos e trâmites de conclusão e passagem de que todos os outros necessitam?

 

b. o ciclo da vida humana

À parte do quanto precisamos nos sentir pertencendo a uma instituição psicanalítica para consecução de nossa identidade como analistas, o tanto de conhecidos e estrangeiros que somos para nós mesmos está presente em muitos textos, como por exemplo em Corpo e subjetividade, no qual avalia o que é ser velho: é ter sido e continuar sendo. A dimensão do ego corporal (Freud, 1923, O ego e o id) está aqui lembrada, e com ela a necessidade de não se deixar de lado as demandas do corpo à psiqué. A continuidade das mudanças ocasionadas pela alteração do esquema corporal na medida do envelhecimento, por conseguinte, nunca pode ser esquecida. A dimensão física do analista com o seu ciclo de vida próprio e o alerta acerca da idealização se fazem notar, também, em seu livro-texto O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica, o qual vem sendo utilizado há anos para formar muitos profissionais da área da saúde mental. De fato, o interesse pelo ciclo da vida se iniciou cedo em sua vida acadêmica mantendo-se sempre ativo, como se observa nos trabalhos A aposentadoria, a institucionalização e as perdas na velhice, publicado em 1980 e em sua tese de doutoramento intitulada Rede social, estado mental e contratransferência: estudo de uma população de velhos da região urbana de Porto Alegre, defendida em 1998.

 

c. o espaço para a surpresa e o respeito pela alteridade

Outro grande tema em sua obra é o que atenta para o respeito pela diversidade cultural e alteridade do paciente, pelo estrangeiro que há em cada Outro. Neste sentido, Claudio alerta para a reflexão de que nossa subjetividade é formada também pelo negativo, pelo diferente, pelo estrangeiro (tal como encontramos em Pierre Fédida, 1996, em O sítio do estrangeiro).  Não perceber diferenças entre o analista e o paciente seria como ouvi-lo e não escutar nada diferente do que esperávamos ouvir, alerta em Analytic listening to traumatic situations. Neste texto, lê-se que muitas vezes o trauma já é esperado pelo analista como algo plausível. Precisamos estar abertos à surpresa. Para Eizirik, a diversidade é tanto salutar quanto imprescindível considerando-se o paradigma vigente da incerteza, cuja presença perpassa o seu pensamento teórico e clínico. Percebe-se, com efeito, em seus textos a influência de autores como Edgar Morin (O paradigma perdido: a natureza humana, 1973), Ilya Prigogine (O fim das certezas – tempo, caos e as leis da natureza, 1996) e Edward Norton Lorenz (Predictability: does the flap of a butterfly’s wings in Brazil set off a tornado in Texas?,1972). Como se sabe, esses são alguns dos pensadores que têm auxiliado a comunidade científica a compreender que a incerteza e a confusão não se caracterizam como desordem, mas sim são uma outra ordem. A opinião de Claúdio é que a Psicanálise não ficaria isenta à mudança de paradigma científico que presenciamos nesta virada de século. De fato, a controvérsia psicanalítica acerca de se temos uma Psicanálise ou várias (exemplificada pelas posições de André Green e Wallerstein) reflete, na esfera da teoria psicanalítica, o que os conceitos de modernidade líquida (Zygmund Bauman) e de pós-modernidade (Jean-François Lyotard e Jean Baudrillard) explicitam na ciência de forma mais ampla. A percepção de que este fenômeno está presente no nosso trabalho analítico diário com o paciente norteia a posição científica do autor diante do mundo, da ciência e da Psicanálise, como atestam os seus discursos presidenciais de abertura dos 44º e 45º Congressos da IPA, intitulados Psychoanalysis: a work in progress (Rio de Janeiro, 2005) e Psychoanalysis in a changing world (Berlim, 2007), respectivamente. Mais do que constatar, advoga que a diversidade é benvinda, que a oposição é interessante e que a turbulência é desejável, como consta também em Analytic practice: convergences and divergences. Entretanto, sua postura estrita com relação ao método da Psicanálise o mantém atento a que tais movimentos não distanciem o analista de seu objeto de estudo e trabalho – a sessão analítica – com fins de auxiliar na ampliação da mente e do mundo interno do paciente, como se pode confirmar em Relations d’objet et psychanalyse d’aujourd’hui. Entende que o analista nunca deve perder de vista o seu lugar e o seu papel no campo analítico, conceito que situa o seu “fazer-analítico”.

 

d. como é possível a aplicação clinica da teoria freudiana hoje

Considerando o paradigma da complexidade que vivemos hoje, é interessante notar um tema que emerge como sendo uma marca deste autor: a leitura da teoria freudiana (veja Evolução de conceitos fundamentais de Freud em sua obra) levando-se em conta para isso o momento histórico (regido pelo positivismo) em que foi escrita e a sua adequação ao nosso tempo. Para isso, seu ponto de partida teórico é Freud e seu contraponto, algum elemento da cultura. Os textos culturais de Freud, tais como Totem e tabu (1913), Psicologia de grupo e análise do ego (1921), O futuro de uma ilusão (1927) e O mal-estar na cultura (1930) estão presentes em muitos de seus trabalhos. A sua interpretação deles é, entretanto, contextualizada, como aliás o tipo de texto pede. Um exemplo desta postura encontramos em Freud’s group psychology, psychoanalysis and culture e também em Psicanálise: entre o mal-estar e o bem-estar. Não considerar o nosso tempo seria, a uma só vez, ingenuidade e desconhecimento acerca do pensamento do próprio Freud quando descreveu o seu tempo e a sua cultura. Cláudio utiliza o pensamento psicanalítico para refletir também sobre o texto freudiano, o que o torna (assim como foi Freud) um pensador do seu tempo.  A preocupação da aplicabilidade de alguns conceitos freudianos clássicos o acompanham há tempos, e sua elaboração teórico-técnica vêm evoluindo junto com a sua experiência clínica, como por exemplo a neutralidade analítica. Apesar de entremear o fazer-psicanalítico com as diversas circunstâncias e especificidades do ciclo vital do analista, os conceitos técnicos fundamentais não devem ser abandonados, na sua opinião, mas estudados à luz dos novos conhecimentos com o objetivo de proporcionar ferramentas úteis que permitam uma prática e função analíticas que se dirijam a um nível ótimo de desempenho. Esta posição já se observa em seu trabalho para a obtenção do título de membro efetivo da SPPA em 1987, chamado Entre a escuta e a interpretação: um estudo evolutivo da neutralidade analítica. Partindo do artigo Observações sobre o amor de transferência (Freud, 1915), Eizirik estuda o conceito desde aquela época até os tempos atuais, quando já se concebe o observador interferindo no fenômeno observado.  Desde então, seguiu estudando este assunto e afirma, após atualização da revisão da literatura em um novo artigo intitulado The challenge of psychoanalytic neutrality (2001) que a neutralidade recomendada por Freud em 1912 Recomendações aos médicos que exercem a Psicanálise é, sim, possível. Neste trabalho, Cláudio não discute mais a viabilidade do conceito, mas sim empenha-se em inseri-la no nosso tempo. Seu posicionamento técnico está de acordo com sua visão de campo analítico na qual centraliza sua prática clínica. Longe de ser eclético, representa uma postura científica que evita a lógica solipsista. Com isto em mente, propõe uma definição de neutralidade como sendo “a posição comportamental e emocional com a qual o analista observa o seu relacionamento com o paciente sem deixar de lado (1) a necessária empatia, além de (2) manter uma distância possível em relação ao material transferencial do paciente, (3) à contratransferência, sua própria personalidade, seus próprios valores, (4) às expectativas e pressões do ambiente externo e (5) às teorias psicanalíticas”. Sublinha que esta posição não implica ausência de espontaneidade ou naturalidade, mas alerta que é a manutenção de uma certa distância em relação a estes cinco itens  que permite  uma comunicação e um  contato maior e  mais profundo  com o mundo interno do paciente. Trata-se, portanto, de uma “neutralidade possível”.

 

e. uma visão psicanalítica dos fenômenos de grupo, resultado de sua experiência política nas instituições de que vem participando

Além da sua experiência em consultório, sua experiência política nas instituições psicanalíticas o fizeram refletir muito ao longo da vida, reflexões essas que podem ser apreciadas em sua obra também. Em muitos trabalhos, nos oferece uma visão psicanalítica a respeito de diferentes situações que se repetem na vida institucional, com realce para os seus elementos humanos individuais e grupais, como em Amor y odio en instituciones psicoanalíticas, por exemplo. Já em Power and psychic suffering, . Claudio reflete sobre o poder de uma forma geral no mundo e na análise. Pondera sobre o poder que uma sessão analítica tem sobre a vida de uma pessoa, e o quanto de responsabilidade o analista e seu paciente têm em suas mãos. Juntos, podem elucidar a verdade pessoal do paciente e fazê-la prevalecer, muitas vezes sobre a mentira de uma vida regida pela neurose e não pelo contato estreito do sujeito consigo mesmo e com a realidade que o cerca. Assim, o sofrimento psíquico seria não ter “poder” sobre estes conteúdos que a análise, quando bem conduzida, teria o “poder” de aliviar. Já no seu discurso enquanto era presidente da IPA (proferido nas Nações Unidas sobre o tema  Approaches to prevention of intergeneracional transmission of war, hatred and violence – a psychoanalytic perspective, o autor ressalta que temos aprendido com o contato psicanalítico com os pacientes que reduzir a divisão social e a projeção do ódio é tão importante quanto produzir mecanismos de coesão social. Acrescenta que, na sessão, podemos fazer isso avançar auxiliando o nosso paciente a escutar o Outro, mesmo que este Outro seja um inimigo ou um estrangeiro (o qual muitas vezes nos põe em contato com sentimentos ou ações “estrangeiras”, não-desejadas de nós mesmos). Como presidente, esta sua postura não-preconceituosa facilitou a criação, na IPA, de comitês que estudassem temas como , o preconceito e os efeitos psíquicos da exclusão social para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Acompanhando a sua obra escrita, percebe-se que assim como o ciclo vital e a neutralidade, também o poder é um tema do qual não cessa de ocupar-se. Após terminar o seu mandado na IPA, reflete psicanaliticamente sobre a fase de ceder o seu papel de líder para as próximas gerações em Giving up important roles in psychoanalytic organizations. Os textos culturais de Freud são muitas vezes lembrados, citados e utilizados para refletir sobre estes momentos que não são os da sessão analítica, mas que se repetem na dupla analítica, sempre que considerado como o menor grupo possível, tal como Bion preconizou. Observa-se sempre este cuidado, qual seja o de não misturar o método da Psicanálise na sessão e a entendimento teórico que a Psicanálise pode oferecer como mais um meio de compreender as situações de interação humana.

 

f. aproximações possíveis entre Psicanálise, ensino e pesquisa

Um terceiro ambiente do qual participa é a Universidade, no qual procura estabelecer um contato entre Psicanálise e pesquisa por intermédio de uma linha de investigação que avalia a efetividade do método da psicoterapia, como em The process of change in brief psychotherapy: effects of psychodynamic and cognitive-behavioral prototypes ou em Research in analytically oriented group psychotherapy: a tool for the evaluation of adherence to the technique in studies of effectiveness. Sua entrada na Universidade ocorreu antes  de sua formação analítica, e seu empenho sempre foi o de aproximar a Psicanálise da pesquisa, levando o conhecimento psicanalítico ao ambiente acadêmico e dele desfrutar também, em contrapartida. Observa-se, neste sentido, que sua facilidade de relacionamento político aliado ao cuidadoso estudo do trabalho analítico o levam a continuar a avançar o que, na época de Freud, não foi possível. Sua linha de pesquisa sobre Psicoterapias psicanalíticas: estudos sobre processo e efetividade, continua ativamente orientando pesquisas de mestrado e doutorado e produzindo sucessivos estudos, bem como servindo como base para a estruturação, em 2015, do Núcleo Multicêntrico de Pesquisas em Psicoterapias Psicanalíticas, reunindo três universidades do sul do Brasil.

 

UM PSICANALISTA DO SEU TEMPO

A abrangência do pensamento e de ações realizadas pelo dr. Cláudio até o presente momento é, pois, marcante. O reconhecimento pela comunidade psicanalítica tem chegado de várias maneiras, tendo sido a última o prêmio Sigourney, pelas contribuições significativas à Psicanálise ao longo da vida. De fato, a relevância de sua obra inclui  ações e iniciativas em prol da Psicanálise e da psicoterapia psicanalítica, seu ensino e pesquisa. Seu trabalho tem auxiliado a Psicanálise a vencer barreiras e a desbravar áreas que podem contribuir para que seja mais conhecida e, assim, auxiliar mais pessoas a diminuir o seu sofrimento psíquico.

Como poucas pessoas, o dr. Claudio consegue mover-se bem tanto na Universidade quanto nos Institutos de Psicanálise que freqüenta, sempre promovendo a integração de pensamentos e de pensadores. Sua identidade está fundamentada na prática analítica e nas questões ligadas à Psicanálise, de modo a ser identificado como um modelo inspiracional pelos seus pares em ambos ambientes. Tem a habilidade de aproveitar tudo o que faz na vida relacionando tópicos novos aos antigos, entrelaçando experiências, aproveitando surpresas mas mantendo-se sempre perto do “fiel da balança”: o método psicanalítico. Esta tranqüilidade se faz notar no contato pessoal com os alunos, supervisionandos e colegas de trabalho.

Sua ênfase nos conceitos de campo analítico e “neutralidade possível” caracterizam seu empenho em integrar tanto o polo pulsional  como o  intersubjetivo” e fazem com que seu interesse pela cultura seja um desdobramento natural. Dr. Claudio estuda o homem “em situação” e contribui para a Psicanálise saindo dos seus institutos e indo para “as ruas da cidade”, como ilustram seus discursos no Senado Federal Brasileiro em comemoração ao centenário da IPA (dezembro de 2010) e na ONU em outubro de 2006, na atividade intitulada Abordagens para a prevenção da transmissão intergeracional da guerra, ódio e violência.

Como se pode avaliar após esta breve relação de como a obra escrita do dr. Eizirik pode ser lida, percebe-se a maneira com que este autor consegue integrar a sua prática clínica, seu trabalho político-insitucional ao ensino e à pesquisa, de forma a avançar o conhecimento psicanalítico de sua época. De fato, é um analista que consegue exercer a Psicanálise como teoria, método terapêutico e técnica investigativa tal como foi preconizada por Freud em 1900. Tal como o pai da Psicanálise, o dr. Claudio Laks Eizirik é um psicanalista do seu tempo.

 

 

UM ARTIGO: A PRESENÇA DA CIDADE NO ANALISTA[1]

                                                                                                            Como qualquer pessoa, o analista habita e é habitado por várias cidades: aquela em que nasceu, aquelas em que viveu, aquelas que visitou ou deseja visitar, aquelas com que sonha ou que imagina. Mas seu particular ofício oferece-lhe também distintas geografias que deve palmilhar a cada dia: as cidades que habitam seus pacientes, ou com que sonham, ou que desejam habitar, e nesses percursos compartilhados muitas vezes os papéis de Virgílio e Dante se alternam, nessas descidas aos infernos do mundo interno, ou no trajeto do purgatório, com raros vislumbres de paraísos possíveis. Não por acaso o barqueiro diz: “per me si va nella cità dolente”.

Mas além desses percursos, há outras cidades na mente e na memória do analista, cidades irrecusáveis como Viena, onde tudo começou, ou outros caminhos freudianos: Roma, Trieste, Berlim, Londres, Paris, Atenas, Veneza, Hamburgo…

Viajante infatigável, Freud estabeleceu com esse hábito um paradigma para seus seguidores, que aliado às vicissitudes históricas e políticas torna os analistas pessoas que gostam ou precisam deslocar-se, migrar, mudar de ares, buscar novas paisagens ou novos cenários para seus intermináveis congressos, reuniões, férias… Ao mesmo tempo, há uma condição de estrangereidade em muitos analistas, a começar por Freud. Conforme Ricci, em seu belo livro “As cidades de Freud“, considerar-se estrangeiro para o verdadeiro viajante ainda é pouco. E provir do exílio não basta para empreender grandes viagens: somos exilados desde que nascemos, nômades nos tornamos assim que nos damos conta de que a geografia é sempre diferente do que parece. O itinerário começa quando se percebe que somos nós mesmos os mais distantes. Quando, como no caso de Freud, nos aventuramos naquela terra estrangeira que é o inconsciente, o prosseguimento da aventura exigirá uma capacidade de pensar bem diversa e uma pulsão bem outra. As cidades – visitá-las, explorá-las, conhecê-las, habitá-las – nada mais são do que os nós de um fio sutil com o qual tentamos tecer o destino e arriscar.

Essa questão destacada por Ricci, a inevitável condição de estrangeiro face aos mistérios e às possibilidades inesgotáveis do contato com o inconsciente torna cada um de nós um viajante incansável como Freud, pois apesar da imensa bibliografia de mais de cem anos que lemos e relemos, nesse ofício não há manuais, nem guias de viagem, nem dicas privilegiadas, recursos tão usados ao se empreender uma viagem a um local ainda desconhecido. 

 Fato curioso acontece quando visitamos uma dessas cidades, o que inevitavelmente nos ocorre em algum momento da vida. O que procuramos? Por que tratamos de visitar ruas, cafés, casas, museus, parques, trajetos, e com alguma freqüência voltamos algo desapontados, como o elefante da poesia de Carlos Drummond, “faminto de seres e situações patéticas, de encontros ao luar no mais profundo oceano, que saiu à rua à procura de amigos num mundo enfastiado que já não crê nos bichos e duvida das coisas”. A procura se revelou infrutífera, e “já tarde da noite volta meu elefante, mas volta fatigado… ele não encontrou o de que carecia, o de que carecemos eu e meu elefante, em que amo disfarçar-me”. De que carecemos, nessas peregrinações pelas cidades do mundo?

Penso que procuramos reencontrar ou recuperar momentos, situações, ou, como diria o poeta “sítios, segredos, episódios não contados em livro, de que apenas o vento, as folhas, a formiga reconhecem o talhe, mas que os homens ignoram, pois só ousam mostrar-se sob a paz das cortinas à pálpebra fechada”. Dito isto, suponho que estamos à procura do mundo onírico das cidades invisíveis, de que tão bem nos fala Ítalo Calvino. Assim, dessas tantas cidades que habitam a mente do analista, de seus pacientes e de seus precursores, buscamos reencontrar o que não foi necessariamente vivido, mas predominantemente sonhado. Calvino nos conduz, através do diálogo entre o viajante veneziano Marco Pólo e o imperador tártaro Kublai Khan, por uma série de cidades invisíveis e imaginárias. Num dos diálogos entre os dois, pergunta o Grande Khan: para que serve, então, viajar tanto?

Marco pólo imaginava responder (ou Kublai imaginava a sua resposta) que, quanto mais se perdia em bairros desconhecidos de cidades distantes, melhor compreendia as outras cidades que havia atravessado para chegar até lá, e reconstruía as etapas de suas viagens, e aprendia a conhecer o porto de onde havia zarpado, e os lugares familiares de sua juventude, e os arredores de casa, e uma pracinha de Veneza em que corria quando era criança.

Você viaja para reviver seu passado? Era a pergunta de Khan, que também poderia ser: você viaja para reencontrar seu futuro?

E a resposta de Marco: Os outros lugares são espelhos em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá.

Daí a natureza muitas vezes decepcionante ou tediosa de uma visita objetiva, em especial quando acompanhada por um guia ou um grupo, a qualquer cidade ou seus distintos lugares. O que procuramos não está lá, não da forma como uma visita objetiva ou guiada pode proporcionar. Só poderemos tentar algum encontro se nos deixarmos guiar pela emoção, o sonho, a associação livre, a memória, o imprevisto, o surpreendente.

Assim, nesse particular trabalho em que necessita lidar com suas próprias cidades, as cidades de seus pacientes e as cidades palmilhadas por Freud e outros antecessores, o que se passa, ou pode se passar na mente do analista? Uma primeira aproximação pode ser sugerida novamente por este trecho de Carlos Drummond: “Caminho por uma rua que passa em muitos países/ se não me vêem eu vejo e saúdo velhos amigos/ Minha vida, nossas vidas formam um só diamante/ Aprendi novas palavras e tornei outra mais belas“.

Ou seja, as cidades que se entrecruzam em nossas mentes não obedecem às fronteiras formais, nem se referem ao que os Atlas ou o Google Earth nos mostram. Cada palavra, cada nome, cada referência a essas cidades está mesclada com a trama de afetos e lembranças, símbolos e associações que permitem a uma mesma rua cruzar distintos países.

O que tem a Viena que hoje visitamos com a Viena de Freud? Naturalmente passeamos pela Ringstrasse, entramos no Kunsthistorisches Museum e nos quedamos em longa contemplação da Arte da pintura, de Vermeer, dos auto-retratos de Rembrandt, dos quadros alegóricos de Breughel, dos retratos de Holbein, vamos comer uma Sacher Torte no hotel do mesmo nome, assistimos a uma ópera na Volksoper ou na Staatsoper, finalmente chegamos, cheios de emoção na Berggasse 19, subimos os dois lances de escada, entramos no apartamento em que tudo começou, caminhamos com cuidado por aquelas salas, observamos detidamente as fotos que documentam o que havia em cada uma delas, compramos algumas lembranças ou livros, saímos com a sensação de testemunhas e herdeiros de um momento de criatividade e esplendor e nos dirigimos ao Café Landtman, para comer um Wiener Schnitzel ou um doce vienense, saboreando uma taça de vinho e imaginando em qual daquelas mesas Freud teria sentado, ou seus discípulos ou pacientes após uma sessão ou para compartilhar impressões ou emoções que o convívio com o professor certamente havia despertado.

Mas a qual Viena estamos nos referindo? À cidade em que Freud chegou quando criança ou à cidade que ao longo dos anos amou e odiou com igual intensidade? Ou à que teve que abandonar em junho de 1938, quando o nazismo empestara o ambiente e as mentes de seus habitantes? Ou à cidade que, ao longo dos anos fomos construindo em nossa mente através de leituras, contemplação de fotos, escuta de trabalhos, sucessivas visitas, conversas com colegas? Ou a cidade atual, cosmopolita, com novos museus, setores modernos, e uma renovada e vibrante atividade psicanalítica?

Penso que a todas e a nenhuma delas. Cada um de nós tem a sua própria Viena, construída ao longo dos anos em nossa mente, e essa cidade não é estática, é um ser vivo e cambiante, ou, para usar um termo analítico, Viena é um objeto interno na mente do analista. Voltando a Drummond, num de seus poemas ele fez a confidência do itabirano, dizendo, entre outras coisas: Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira.

E, depois de descrever-se como alguém que tinha, como em sua cidade, determinados traços de caráter, conclui dizendo: Itabira é apenas uma fotografia na parede. Mas como dói.

Olhando as fotografias nas paredes da casa de Freud, em Viena, tentamos capturar com nossa empatia, ou com o grau possível a cada um de nós de identificação com ele e suas circunstâncias, o que teria pensado, sentido, vivido naquelas salas e naquelas ruas, e o que teria se passado naquelas sessões, e o que teriam pensado e sentido tantas daquelas figuras que subiam aquelas escadas, batiam na porta, eram recebidas por Paula Fichtl, e pouco depois deitavam naquele divã e passavam a tecer os fios e as tramas que constituem a matéria de que os sonhos são feitos, na expressão de Shakespeare. Qual o sentido desse exercício impossível? Para que serve? Aonde nos leva?

Penso que nos leva a novas indagações e a poucas respostas, felizmente. Cada analista, além de tantos problemas e turbulências emocionais que deve enfrentar, tem também uma relação pessoal com Freud e com outros antecessores ilustres. Seja quem for o outro antecessor ilustre que escolhamos, por afinidade teórica ou clínica, contudo, não podemos jamais desvencilhar-nos de Freud e sua rica trajetória humana, na qual as viagens são um elemento central e as cidades um ancoradouro e uma fonte de metáforas e analogias inesgotáveis.

A possível utilidade de tais indagações reside na constatação de que cada um de nós deve construir suas cidades, reais e fantasiadas, imaginárias e possíveis, e que tais cidades guardam uma relação tênue e apenas formal com as cidades formais e com suas estrutura básica. Cada cidade que habitamos e que nos habita é construída, assim, a partir da trama de pessoas, situações, relações, lembranças e vivências anteriores e atuais. E, como no livro de Calvino, é através de um diálogo com o outro – como ocorre na sessão analítica – que tais cidades podem ser desveladas.

Ao mesmo tempo, as cidades que hoje habitamos e cujas ruas percorremos, oferecem-nos temíveis desafios e inevitáveis riscos: a violência, a poluição, a super-população, as epidemias, os ruídos ensurdecedores, uma sensação contínua de aprisionamento e necessidade de cuidado, que pode chegar a um certo grau de paranóia adaptativa.

Essas cidades, que compartilhamos com nossos pacientes, e nas quais todos estamos igualmente sujeitos tanto à sua magia quanto aos seus perigos, é uma presença irrecusável em nossa vida cotidiana.

No entrecruzamento entre as cidades imaginárias ou invisíveis que construímos em nossas mentes e essa realidade externa que nos grita aos olhos e ouvidos no dia-a-dia, fornece uma espécie de espaço do qual somos todos condôminos e no qual necessitamos aprender a conviver.

Assim, o analista, que é cidadão desses três mundos que procurei descrever, pode contribuir com sua reflexão sobre esses caminhos cruzados e participar desse esforço conjunto que nos une nesse encontro, que dentre outros pode ser incluído na desafiadora proposta de Drummond: “Oh vida futura, nós te criaremos”.

[1] Trabalho apresentado na Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) em 12/4/2008 e publicado no livro A Psicanálise nas tramas da cidade, de Bernardo Tanis e Magda Guimarães Khouri, em 2009.

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108. Eizirik CL. Cyro Martins, médico e escritor. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 18, n. 1, p. 13-14, 1996.

109. Eizirik CL. Ensinando uma profissão impossível. Revista ABP-APAL, v. 16, n. 4, p. 133-135, 1994.

110. Eizirik CL. Como surgiu a Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 16, n. 3, p. 187-188, 1994.

111. Eizirik CL. Observing coutertransference in brief dynamic psychotherapy. Psychotherapy and psychosomatics, v. 56, n. 3, p. 174-181, 1991.

112. Eizirik CL. Aspectos emocionais do paciente oncológico terminal. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 13, n. 1, p. 37-39, 1991.

113. Eizirik CL. Ansiedade como sintoma e fenômeno de adaptação na sociedade contemporânea. Revista da Associação Brasileira de Psiquiatria, 1991.

114. Eizirik CL, Abreu PB, Fonseca A DF, Caleffi L, Spier IRDB, Silva JVB, Hauk JR, Netto. Experiencias y actitudes de estudiantes de Medicina en relacion con La Psiquiatria. Educacion medica y salud, v. 24, n. 4, p. 424-439, 1990.

115. Eizirik CL. A Formulação das interpretações: as palavras como veículo da comunicação. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 12, n. 3, p. 166-168, 1990.

116. Eizirik CL. Observando a contratransferência em psicoterapia breve dinâmica: momento atual de uma pesquisa. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. XI, n. 3, p. 219-223, 1989.

117. Eizirik CL. Luto patológico: seu manejo em psicoterapia breve. Revista da Associação Brasileira de Psiquiatria, v. 10, n. 1, p. 16-20, 1988.

118. Eizirik CL. Turning points na atividade emocional do terapeuta em relação ao paciente. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 10, n. 1, p. 9-11, 1988.

119. Eizirik CL. Ambulatório de Psiquiatria do HCPA: 1986 – características demográficas, diagnósticos e tratamentos. Revista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, v. 8, n. 3, p. 156-161, 1988.

120. Eizirik CL. Mesa-redonda: O futuro da psicoterapia – introdução. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 9, p. 37-37, 1987.

121. Eizirik CL. Abordagem psicoterápica do luto. Revista de Psiquiatria do Rio Grande

122. Eizirik CL. Supervisão de psicoterapia: abordagem da contratransferência. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 9, n. 3, p. 235-239, 1987.

123. Eizirik CL. As técnicas psicoterápicas breves no tratamento das neuroses. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 7, n. 2, 1985.

124. Eizirik CL. Estudo das reações emocionais e grau de informações sobre a doença em uma população de pacientes com câncer no Rio Grande do Sul – Brasil. Revista Brasileira de Cancerologia, v. 31, n. 4, p. 277-282, 1985.

125. Eizirik CL. Manejo das somatizações. Revista AMRIGS, v. 28, n. Sul, p. 117-121, 1984.

126. Eizirik CL. Suicídio em adolescentes. Revista de Medicina ATM, v. 11, n. 1, p. 1-84, 1984.

127. Eizirik CL. Riscos e limitações em psicoterapia de orientação analítica – alguns aspectos da pessoa do terapeuta. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 5, n. 1, p. 114-116, 1983.

128. Eizirik CL. XI Jornada Sul-Riograndense de Psiquiatria Dinâmica – síntese e avaliação. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 4, n. 3, p. 187-191, 1982.

129. Eizirik CL. A aposentadoria, a institucionalização e as perdas na velhice. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 2, n. 1, p. 6-15, 1980.

130. Eizirik CL. Critérios de seleção para psicoterapia breve: crises versus desajustes. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, v. 1, n. 2, p. 25-28, 1979.

131. Eizirik CL. Estudantes de Medicina e seu primeiro contato com o paciente. Revista AMRIGS, v. 20, n. 5, p. 224-228, 1976.

132. Eizirik CL. A psicoterapia breve de grupo no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Revista de Psiquiatria Dinâmica, v. 10, n. 2, p. 111-119, 1974.

133. Eizirik CL. A co-terapia no ensino do atendimento em grupo. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 9, p. 9-13, 1973.

b. Livros editados

1. Eizirik CL, Aguiar RW, Schestatsky SS. Psicoterapia de Orientação Analítica. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.

2. Eizirik CL, Bassols AMS. O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2013

3. Eizirik CL, Aguiar RW e Schestatsky SS (orgs.). Psicoterapia de orientação analítica. 2.ed. ArtMed, 2005. 796 p.

4. Michels R, Abensour L, Eizirik CL, Rubsbridger R. Key papers on countertransference: IJP Education Section. 1. ed. London: H. Karnac (Books) Ltd., 2002. 149 p.

5. Eizirik CL, Kapczinski F, Bassols AMS. O Ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica. 1ª. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001. 200 p.

6. Eizirik CL, Aguiar R, Schestatsky S. Psicoterapia de orientação analítica: teoria e prática. 1. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989. 460 p.

c. Capítulos de livros publicados

1. Tyson RL, Eizirik CL. Transferência. Psicoterapia de Orientação Analítica. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.

2. Eizirik CL, Lewkowicz S. Contratransferência. Psicoterapia de Orientação Analítica. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.

3. Eizirik CL, Mello CO, Knijnik J. Abordagem do luto. Psicoterapia de Orientação Analítica. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.

4. Eizirik CL. À propos du mal et de la destructivité: I’importance des contributions d’André Green dans la contemporanéité. In: André Green – Sous la direction de Bernard Chervet. Paris: Société Psychanalytique de Paris; 2014.

5. Eizirik CL. Claudio Eizirik. In: DesEncontro do médico com o paciente. Rio de Janeiro: Rubio; 2014.

6. Eizirik CL. Un dicours toujours vivant. In: Urribarri F. Dialoguer avec Andre Green. Paris: Itaque; 2013.

7. Eizirik CL, Polanczyk G, Eizirik M. A morte: última etapa do ciclo vital. In: O ciclo da vida humana – uma perspectiva psicodinâmica. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2013.

8. Eizirik CL. A velhice. In: O ciclo da vida humana – uma perspectiva psicodinâmica. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2013.

9. Eizirik CL, Eizirik M, Polanczyk G. Aspectos transferenciais na prática médica. In: Psiquiatria para estudantes de medicina. 2ª ed. Porto Alegre: EDIPUCRS; 2013.

10. Eizirik CL, Bassols AMS, Gastaud MB, Goi JD. Noções básicas sobre o funcionamento psíquico. In: O ciclo da vida humana – uma perspectiva psicodinâmica. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2013.

11. Eizirik CL. Vom aufgeben einer wichtigen rolle in psychoanalytishe organisationem. In: Die Ieere Couch. Verlag; 2013.

12. Eizirik CL. Interview with Claudio Laks Eizirik. In: Updating midlife. London: Karnac; 2012.

13. Eizirik CL, Bassols AMS, Gastaud MB, Almeida EA, Goi JD. O ciclo da vida humana. In: Psicologia médica, a dimensão psicossocial da prática médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2012.

14. Eizirik CL. L’Ethique aux fondements de I’IPA. In: L’Ethique du psychanalyste. Presses Universitaires de France, 2011.

15. Eizirik CL. The IPA administration from 2005 to 2009. In: 100 years of the IPA. London: Karnac; 2011.

16. Eizirik CL. Pulsão, com pulsão, compulsão. In: Reflexões Psicanalíticas 2009. Porto Alegre: Artmed; 2010.

17. Eizirik CL. Pulsão, com pulsão, compulsão. In: Federação Brasileira de Psicanálise. (Org.). Reflexões Psicanalíticas 2009: Artes Médicas, 2010, p. 1-19.

18. Eizirik CL. On the therapeutic action of psychoanalysis. In: A Ferro, R Basile. (Org.). The analytic field: a clinical concept. Londres: Karnac Books Ltda., 2009, p. 31-43.

19. Eizirik CL. Psicanálise e medicação. In: JÁ Carvalho, C Rossi, P Gomes, JC Dias, AL Nascimento. (Org.). Psiquiatria e Psicanálise: confluências e condutas clínicas – manual para jovens profissionais. Rio de Janeiro: ABP, 2009, p. 24-30.

20. Eizirik CL. A presença da cidade no analista. In: B Tanis, MG Khouri (Org.). A Psicanálise nas tramas da cidade. São Paulo: Casapsi Livraria, 2009, p. 53-59.

21. Eizirik CL, Knijnik J, Vasconcellos MCG. Psicoterapia na velhice. In: A V Cordioli (Org.) Psicoterapias: Abordagens Atuais. 3 ed. Porto Alegre: Artmed, 2008, p. 792-805.

22. Eizirik CL, Hauck S. Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica. In: AV Cordioli. (Org.). Psicoterapias: abordagens Atuais. 3 ed. Porto Alegre: Artmed, 2008, p. 151-166.

23. Eizirik CL, Libermann Z, Costa FMC. A relação terapêutica: transferência, contratransferência e aliança terapêutica. In: AV Cordioli. (Org.). Psicoterapias: abordagens atuais. 3 ed. Porto Alegre: Artmed, 2008, p. 74-84.

24. Zaslavsky J, Nunes M LT, Eizirik CL. L’approccio al controtransfert nella supervisione psicoanalitica: un’indagine qualitativa. In: A Ferro e cols. (Org.). L’Annata Psicoanalitica Internazionale. Roma: Borla, 2007, p. 231-262.

25. Eizirik CL, Lewcowicz S. Contratransferência. In: CL Eizirik, RW Aguiar, SS Schestatsky. (Org.). Psicoterapia de orientação analítica. 2 ed. Porto Alegre: ArtMed Editora, 2005, p. 300-309.

26. Tyson R, Eizirik CL. Transferência. In: CL Eizirik, RW Aguiar, SS Schestatsky. (Org.). Psicoterapia de orientação analítica. 2 ed. Porto Alegre: ArtMed Editora, 2005, p. 287-299.

27. Eizirik CL, Armesto MS. Psychoanalysis in Latin America. In: ES Person, AM Cooper, GO Gabbard. (Org.) Textbook of Psychoanalysis. 1 ed. London: American Psychiatric Publishing, Inc., 2005, p. 435-449.

28. Eizirik CL. Psicanálise e cultura: um diálogo em construção. In: M Gus (Org.) Freud -releituras brasileiras. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003, p. 31-40.

29. Eizirik CL, Eizirik M, Polanczyk G. Transferência. In: A Cataldo Neto (Org.) Psiquiatria para estudantes de Medicina. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003, p. 771-774.

30. Eizirik CL. Perspectivas interdisciplinarias del sufrimiento psíquico. In: H Ferrari, SZ Filc (Org.). Desafíos al Psicoanálisis en el siglo XXI. Buenos Aires: Editorial Polemos, 2002, p. 195-198.

31. Eizirik CL. De Drummond a Freud, de Freud a Drummond: as marcas do literário no pensamento psicanalítico. In: L Masina, VCardoni (Org.). Literatura comparada e Psicanálise: interdisciplinaridade, interdiscursividade. Porto Alegre: Editora Sagra Luzzatto, 2002, p. 22-28.

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33. Eizirik CL. Psicanálise e cultura: trajetórias e fronteiras. In: MH Martins (Org.). Fronteiras culturais. 1 ed. Cotia: Ateliê Editorial, 2002, v. 1, p. 135-141.

34. Eizirik CL, Kapzinsky F, Bassols AMS. Noções básicas sobre o funcionamento psíquico. In: CL Eizirik, F Kapzinsky, AM Bassols (Org.). O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica. 1ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001, p. 15-28.

35. Eizirik CL, Candiago R, Knijnik D. A velhice. In: CL Eizirik, F Kapzinsky, AM Bassols (Org.). O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica. 1ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001, v. 1, p. 169-190.

36. Eizirik CL, Polanzyk G, Eizirik M. A morte: última etapa do ciclo vital. In: CL Eizirik, F Kapczinsi, AM Bassols (Org.). O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica. 1ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001, v. 1, p. 191-200.

37. Eizirik CL. Freud’s Group Psychology, Psychoanalysis and Culture. In: ES PERSON (Org.). On Freud’s Group Psychology and the Analysis of the Ego. 1ª ed. Hilldale, NJ: The Analytic Press, 2001, v. 1, p. 155-173.

38. Eizirik CL. A Psychoanalytic Perspective on the Future of Mental Health. In: José Guimón, Sara Zac de Filc. (Org.). Challengesof Psychoanalysis in the 21st Century: Psychoanalysis, Health and Psychosexuality in the Era of Virtual Reality. 1 ed. New York: Klumer Academic / Plenum Publishers, 2001, v. 1, p. 123-131.

39. Eizirik CL. O Gozo das Horas: Imprevistos e Improvisos. In: C Pechansky, LTimm. (Org.). Artistas da Vida. 1 ed. Porto Alegre: Unidade Editorial da Secretaria Municipal da Cultura, 2000, v. 1, p. 158-162.

40. Eizirik CL. Prefácio. In: V Leitão. (Org.). A Paranóia do Soberano. 1 ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2000, v. 1, p. 13-16.

41. Eizirik CL. Depoimentos. In: M H Martins. (Org.). Cyro Martins 90 Anos. 1 ed. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro, 1999, v. 1, p. 18-84.

42. Eizirik CL. Psicanálise e cultura: desafios contemporâneos. In: A Garbarino (Org.). Frontera entre dos siglos. Montevideo: Editorial Roca Viva, 1998, p. 123-141.

43. Eizirik CL, Libermann Z, Costa F. A relação terapêutica: transferência, contratransferência e aliança terapêutica. In: AV Cordioli (Org.). Psicoterapias: abordagens atuais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998, p. 67-76.

44. Eizirik CL. Psicoterapia dinâmica breve no luto patológico. In: CD Segre (Org.). Psicoterapia breve. São Paulo: Lemos Editorial, 1997, p. 199-214.

45. Eizirik CL. Psicanálise e Cultura: Desafios Contemporâneos. In: abc. (Org.). Livro Anual de Psicanálise. 13 ed. São Paulo: Editora Escuta, 1997, v. 1, p. 173-184.

46. Eizirik CL. Aspectos psicodinamicos de la tercera edad. In: Sociedad Uruguaya de Psicologia Medica. (Org.). Psicologia Medica: Tematicas II. : B Capezzuto, 1996, p. 19-30.

47. Eizirik CL, Osorio, CMS. Orientação geral para intervençcões psicoterápicas pelo não- psicoterapeuta. In: BB Duncan, M I Schmidt, E Giuliani (Org.). Medicina ambulatorial: condutas clinicas em atenção primária. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996, p. 592-597.

48. Eizirik CL. Masculinity, femininity and analytic relationship: countertransferential issues. In: A Garza. (Org.) Psychoanalysis in Latin America. Monterey: FEPAL, 1995

49. Eizirik CL. Teaching psychotherapy to medical students. In: L Beigel, L Ibor, Costa e Silva (Org.). Past, present and future of psychiatry. World scientific, 1994.

50. Eizirik CL. Countertransference: An instrument for understanding. In: Beigel, Lopez Ibor, Costa e Silva (Org.). Past, present and future of psychiatry. World scientific, 1994.

51. Eizirik CL, Ferreira PES. Aspectos psicológicos no tratamento do câncer. In: G Schwartsmann (Org.). Oncologia clínica: princípios e práticas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991, p. 481-487.

52. Eizirik CL. Compreensão e manejo da transferência e da contratransferência. In: LC Mabilde (org.). Supervisão em Psiquiatria e em psicoterapia analítica: teoria e técnica. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1991, p. 63-71.

53. Eizirik CL. O contrato psicoterápico. In: CL Eizirik et al. (Org.). Psicoterapia de orientação analítica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989, p. 100-107.

54. Eizirik CL. A contratransferência e sua utilização com pacientes obsessivos. In: Eizirik CL et al. (Org.). Psicoterapia de orientação analítica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989, p. 279-285.

55. Eizirik CL. Pontos decisivos na atitude emocional do terapeuta. In: CL Eizirik et al. (Org.). Psicoterapia de orientação analítica. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989, p. 371-375.

56. Eizirik CL, Aguiar R, Schestatsky S. Introdução. In CL Eizirik, R Aguiar, S Schestatsky (Org) Psicoterapia de orientação analítica-teoria e prática. 1989, p. 13-21.